Fauna
A Ria de Alvor é uma zona pequena com delicados equilíbrios ambientais, mas muito valiosa como catalisador para um turismo de qualidade e com enorme potencial económico para todo o Algarve, nomeadamente devido aos seus generosos recursos faunísticos.
O Sapal está entre as zonas mais produtivas da biosfera, beneficiando da acumulação de uma grande quantidade de nutrientes e da pouca profundidade das suas águas, criam-se condições de temperatura ideais para o desenvolvimento de uma grande variedade de organismos marítimos. Por outro lado, a fácil penetração da luz solar promove uma actividade fotossintética intensa e contínua que potencia um elevado grau de biodiversidade. Os sapais constituem ainda barreiras de protecção entre a laguna estuarina e o meio terrestre, protegendo o segundo dos efeitos destrutivos do mar e poluição marítima e funcionando como uma maternidade para muitas espécies de peixes, moluscos e crustáceos (alguns com valor comercial significativo).
A Ria de Alvor acolhe anualmente mais de 150 espécies de aves migratórias, incluindo espécies de consideradas de importância para a conservação na Europa (consultar: Observação de Aves), num total de 255 espécies registadas de avifauna.
Uma alta diversidade de espécies de outros grupos taxonómicos como, por exemplo, quase 600 espécies de borboletas e borboletas nocturnas, incluindo diversos registos novos para Portugal Continental e Península Ibérica e ainda quatro registos novos para a Europa, 22 espécies de libélulas e 46 espécies de vertebrados (répteis, anfíbios e mamíferos).